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21 Mai 2019 Marketing Deixe o seu comentário

Marketing Infantil: Os desafios

As crianças são bastante especiais, mas explicar em que sentido não é tarefa fácil. O melhor é considerar que as crianças são diferentes dos adultos que conseguem controlar e descrever o mundo.

A criança é um consumidor de afectos, formulando pedidos através de reações emocinais. Quem nunca viu crianças a chorar num supermercado porque queria determinado produto?

A criança vai ter a tendência de formular a sua escolha com base nas emoções, recorrendo assim a heurísticas afectivas. Ela é um consumidor que procura a diversão, a fantasia, o sonho e a estimulação sensorial. Atribui-se uma elevada importância às reacções sensoriais, uma vez que estas influenciam as reacções emocionais da criança, que, por sua vez, geram crenças e preferências mais ou menos estáveis ao longo do tempo.

Na realidade, se a emotividade da criança é um atractivo do ponto de vista do marketing, em contrapartida esta sua característica faz da criança um consumidor muito versátil.

A criança é um consumidor sensorial por excelência, que procura as emoções sensoriais e diversas formas de prazer. A publicidade constitui os estímulos que mais favorecem os sentidos. Vamos olhar para os cinco sentidos. Aquele que tem o papel mais preponderante é o tacto, já que permite a exploração representando uma fonte de prazer para a criança, até, pelo menos, aos 10 anos.

Depois vem o odor como o sentido mais activado pela criança. A visão é também crucial, uma vez que lhe permite a apreensão do ambiente, permitindo à criança identificar ou reconhecer os produtos e/ou as marcas que lhe são familiares.

Ela tem uma tendência para privilegiar o visual da informação, permitindo- lhe armazenar na memória dados sobre os produtos e as marcas, apesar de algumas lacunas cognitivas ou linguísticas que ainda possa ter. A partir dos 2 anos, as crianças começam a recordar nomes de marcas, especialmente se estiverem associadas a características visuais, como as cores, os desenhos ou os heróis.

Para as crianças, os produtos e as marcas são provavelmente os aspectos mais relevantes do mercado. Elas adquirem informação relativa ao mercado por observação e participação (aprendizagem acidental) e por instrução. Num dos estudos pioneiros neste domínio, Guest (1942) verificou que as crianças entre os 7/8 anos sabem um elevado número de nomes de marcas. Mesmo antes de saberem ler, já são capazes de reconhecer as embalagens e as marcas.

N idade pré- -escolar, demonstram competências para recordar nomes de marcas e, à medida que crescem, a notoriedade das marcas aumenta. Por um lado, a crescente capacidade das crianças reterem as marcas está directamente associada à sua idade, por outro, a notoriedade das marcas desenvolve- se primeiro nas categorias de produtos direccionados
para as crianças, como os cereais, snacks e brinquedos e, mais tarde, para os produtos direccionados para os adultos.

Artigo escrito com base num artigo da revista Kids Marketeer.

 




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